Psicologia – Quarentena

Psicóloga surda aconselha e se disponibiliza

Oi, pessoal meu nome é Luciana e o meu sinal é esse... Sou psicóloga Surda e também professora de Letras/Libras, pós-graduada em Educação Inclusiva e Mestre em Diversidade e Inclusão da UFF. Eu moro no Rio de Janeiro e venho compartilhar algumas informações importantes para a Comunidade Surda, pois o acesso é escasso. Informações relacionadas a quê? Como lidar com os sentimentos nesse momento crítico vivenciado na pandemia. Com a obrigatoriedade de permanecer em casa alguns surdos estão aflitos e com medo de serem contagiados pela COVID-19, gerando irritabilidade, ansiedade, desespero, estresse e, ainda, pensamentos negativos. As notícias e imagens televisivas expondo mortes provocam insegurança, insônia e comoções psicoemocionais. Sugiro que faça uma reflexão tendo um olhar para o seu “EU”, como está sendo essa vivencia de permanecer em casa, isolado e como transformar em algo positivo.

Administre suas finanças, pois muitas demissões estão acontecendo. Então, o que fazer? Ocupe seu tempo produzindo algo, olhe-se, cuide de sua saúde e dos seus familiares, interagindo com eles e faça coisas que lhe dê prazer, faça uma comida saborosa e desfrute de todo processo, essencial fazer exercícios físicos, ligue a televisão há várias programações... Tem yoga, cuide do seu jardim, organize sua casa, se você gosta de ler, leia, estude, organize seu computador, assista um filme, na NetFlix existem várias séries. Tenha nesse momento uma união com seus familiares, preocupe-se com os idosos e sempre com o pensamento positivo porque é importante para todos.

Caso sinta-se angustiado, aflito pode entrar em contato comigo por vídeo chamada, conversaremos e lhe ajudarei a reverter esses pensamentos e sentimentos negativos. Valorize sua vida! Tchau, um abraço para você.

 

Contatos:

E-mail: psicluruiz@gmail.com ou psiclibrasidiomas@gmail.com
Celular: (22) 98111-7655

Vídeo acessível em Libras

 

Luciana Dantas Ruiz
Psicóloga (surda/bilíngue) CRP 05/32192
Especialista em Educação Inclusiva
Mestre em Diversidade e Inclusão CMPDI/UFF

 

Transcrição em língua portuguesa e edição do vídeo:
Alexsander Pimentel
Doutorando do PPGTS - PUCPR
Tradutor Intérprete de Língua de Sinais

 

Revisão de textos e dublagem em língua portuguesa:
Luana Arrial Bastos
Mestranda do PPGTS - PUCPR
Professora, tradutora e intérprete de língua portuguesa e espanhola

 

As reações emocionais na pandemia

As reações emocionais manifestam-se através de modificações nos comportamentos habituais das pessoas. Nem sempre são percebidas pelo indivíduo, entretanto, são notadas por aqueles que convivem com ele.

As reações emocionais na pandemia são esperadas e, até certo ponto, são naturais. O problema se dá quando essas reações emocionais ultrapassam o limite normal, estendendo-se para outras áreas de sua vida, como a profissional, pessoal, familiar, acadêmica, etc.

Segundo o médico psiquiatra, Dr°. Jair de Jesus Mari, professor titular e chefe do departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP), os sintomas psicológicos relacionados às fases desta epidemia são:

 

1° Fase: É o medo da contaminação, com sintomas de estresse agudo ocasionado por esta circunstância súbita e inesperada. Além disso, há o sentimento de medo que se for persistente, poderá causar desequilíbrio neurofisiológico;

 

2° Fase: está relacionada ao confinamento compulsório ou não, que exige uma forçada mudança de rotina. Nesta fase são comuns manifestações de desespero, tédio e raiva pela perda de liberdade. Reações de ajustamento situacional caracterizado por ansiedade, irritabilidade e desconforto a nova rotina. Estas reações são esperadas e preocupam quando passam a afetar a funcionalidade do indivíduo;

 

3° Fase: Está vinculada as possíveis perdas econômicas e afetivas decorrentes da epidemia. As pessoas em isolamento mais rígido terão perdas por uma experiência traumática. Podendo desenvolver depressão, riscos de suicídio e, posteriormente, estresse pós-traumático.

 

Podemos manter certo controle e organização emocional permanecendo ativo, com uma rotina, realizando e produzindo atividades, profissionais, domésticas, pessoais, mantendo contato com os familiares, pessoas próximas. Utilizar, também, este tempo de confinamento para iniciar projetos pendentes em nossas vidas, àqueles dos quais não demos início devido à falta de tempo.

A falta de informação ou a busca em meios não confiáveis são uns dos precursores as reações emocionais podendo apresentar conflitos e até descontroles. Procurar sempre um bom profissional, um psicólogo clínico, um médico especialista que, com propriedade e segurança, orientará e direcionará para um melhor entendimento, com suporte e amparo psicológico para que se tenha uma melhor qualidade de vida e bem estar emocional.

 

 

Referência

https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/4395-quais-os-principais-efeitos-da-pandemia-na-saude-mental

Vídeo acessível em Libras

 

Gabriel Bianco Machado
Psicólogo Clínico CRP 08/20841
Especialista em Pessoas com Deficiência

 

Tradução para Libras e edição do vídeo:
Alexsander Pimentel
Doutorando do PPGTS - PUCPR
Tradutor Intérprete de Língua de Sinais

 

Apoio nas filmagens para Libras:
Luana Arrial Bastos
Mestranda do PPGTS - PUCPR
Professora, tradutora e intérprete de língua portuguesa e espanhola

 

O comportamento de automonitoria como forma de manutenção da saúde durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

É constante escutarmos, nos meios de informações, diversos comportamentos que são necessários para proteger-nos do novo coronavírus, dentre eles, a higiene das mãos e das superfícies de maior contato, o isolamento social, tornar as rotinas de sono e alimentação mais saudáveis, além da proposta de exercícios físicos caseiros. Para a saúde mental, temos uma série de necessidades, como a observação da frequência e qualidade dos conteúdos que acessamos; atividades de leitura; conversas em grupo (via Internet), além do convívio familiar com regras específicas ao nosso momento pandêmico.

Diante desse cenário, as pessoas se cobram mais e tentam produzir ou realizar algo, como se estivessem paradas, o que pode gerar angústia, ansiedade, medo e um sentimento de insuficiência. Como uma forma de enfrentar esses sentimentos causados pelo isolamento social; apresento um estudo que propõe às pessoas utilizarem a automonitoria.  Nos estudos do comportamento humano, estabeleceram-se alguns comportamentos necessários para as relações sociais, entre eles a automonitoria.

Para entendê-la, primeiro, vamos entender as habilidades sociais. Elas são classes de comportamentos que os indivíduos apresentam em seu repertório para lidar com as demandas das situações interpessoais; como saber a hora de iniciar ou terminar uma conversa; saber a hora de dizer não ou de realizar um favor; conhecer os limites de convivência do seu colega e, ainda, planejar atividades em grupo. Estudos mostram que ser socialmente habilidoso, contribui significativamente para o grupo, com impactos como: consequências reforçadoras para comportamentos interpessoais; o aumento da probabilidade de um comportamento mais saudável ocorrer; a diminuição de consequências como doenças e/ou enfermidades; e o aumento da probabilidade de comportamentos mais produtivos no trabalho e em tarefas cotidianas.

Mas o que é a automonitoria? Ela é uma habilidade social base para qualquer desempenho coletivo. É a habilidade de observar, descrever, interpretar e regular os próprios comportamentos, como o excesso de pensamentos relacionados à pandemia ou os momentos em que se sente frustrado frente a mudanças da rotina.

Além disso, pode-se pensar na automonitoria como uma das maiores aliadas ao combate da COVID-19. A automonitoria é importantíssima para a aquisição de novos hábitos e a implantação de um isolamento social saudável e objetivo.  A parte mais importante ainda, é que as habilidades sociais podem ser aprendidas, quer dizer, elas podem ser treinadas.

Assim, sugere-se praticá-la observando as situações sociais que lhe estão incomodando e listando-as, sempre identificando as pessoas envolvidas, as situações, o que você está sentindo e encontrando uma forma de comunicá-la aos demais.  Caso sinta muita dificuldade, o ideal é buscar um atendimento de psicoterapia e essa pode ser de modo online.

Vídeo acessível em Libras

 

Gabriele Serur
Psicóloga Clínica CRP 08/30361
Mestranda no PPGTS - PUCPR

 

Informações e filmagem por: Gabriele Serur

Dublagem em Língua Portuguesa: Luana Arrial Bastos

Diretor e editor de filmagem: Alexsander Pimentel

Tradutor intérprete Libras: Alexsander Pimentel

Revisora de textos e apoio (Filmagens em Libras): Luana Arrial Bastos

 

 

Referências

DEL PRETTE, Z.A.P. & DEL PRETTE, A. Psicologia das Habilidades Sociais: Terapia e Educação. 4ed. Petrópolis: Vozes. 2006.

DEL PRETTE, A. & DEL PRETTE, Z.A.P. Habilidades sociais, desenvolvimento e aprendizagem: questões conceituais, avaliação e intervenção. Campinas: Alínea. 2003.

DEL PRETTE, A. & DEL PRETTE, Z.A.P. Psicologia das relações interpessoais e habilidades sociais: vivências para o trabalho em grupo. Petrópolis: Vozes. 2001.

 

Dicas para uma quarentena emocional eficiente

A psicóloga Lorena Mota produziu um vídeo passando cinco dicas para uma quarentena emocional eficiente.

Vídeo acessível em Libras

 

Lorena Mota
Psicóloga CRP 08/18579

 

Informações e filmagem por: Lorena Mota

Diretor e editor de filmagem: Alexsander Pimentel

Tradutor intérprete Libras: Alexsander Pimentel

Revisora de textos e apoio (Filmagens em Libras): Luana Arrial Bastos